INSÓNIA

Causas, consequências e tratamentos

O que é a insónia?

A insónia define-se como uma queixa de insatisfação relativamente à quantidade ou qualidade do sono, associada a um (ou mais) dos seguintes sintomas:

  • Dificuldade em iniciar o sono
  • Dificuldade em manter o sono, caracterizada por despertares frequentes ou dificuldade em reiniciar o sono após estes despertares
  • Acordar muito cedo pela manhã, com incapacidade em voltar a dormir.
Dormidina - o que é a insónia

Vários estudos demonstram que a insónia tem efeitos negativos na saúde mental e física, na qualidade de vida e no rendimento laboral das pessoas que dela sofrem. A deteção dos sinais de alarme é fundamental para o diagnóstico precoce deste problema de saúde que, em função da sua tipologia, pode ser abordado com medidas higiénico-dietéticas, com a ajuda de algum tratamento que não precise de receita médica ou em determinados casos, mediante aconselhamento médico.

Dormidina - estatísticas sobre insónias
SABIA QUE...
Segundo estatísticas
10%
da população mundial sofre de insónias
e segundo a Organização Mundial de Saúde, a insónia episódica pode afectar até 40% da população nalgum momento da sua vida?
Quantas horas de sono necessitamos?

Nem todas as pessoas necessitam de dormir as mesmas horas. Devemos dormir as horas que nos proporcionem o descanso suficiente para render durante o dia de forma normal, o que pode variar de pessoa para pessoa em função de múltiplos fatores, como por exemplo, a idade. Um recém-nascido necessita de 14 a 17 horas de sono e um adolescente entre 8 a 10, sendo que os adultos necessitam em geral de 7 a 9 horas de sono. Não obstante, há casos em que um adulto pode necessitar apenas de 5 ou 6 horas, enquanto outro pode precisar de mais de 8 horas para sentir-se totalmente descansado. À medida que a idade vai aumentando, geralmente o sono tende a ser mais superficial, continuando as necessidades diárias a serem muito similares.

Dormidina - recomendações de duração do sono

Causas da insónia

Por que aparece?

A insónia é o transtorno do sono mais frequente. Pode ser um sintoma de alterações fisiológicas, orgânicas ou psicológicas.

A insónia, em função da sua gravidade e duração, classifica-se em:

  • Insónia episódica: sintomas durante pelo menos 1 mês, mas menos do que 3 meses
  • Insónia persistente: sintomas durante 3 ou mais meses
Dormidina - estatísticas sobre insónias
SABIA QUE...
A insónia do tipo transitório é a mais frequente na população?
No período de um ano, um em cada três adultos sofre de insónia e destes, aproximadamente metade sofre de insónia transitória ou ocasional.
CAUSAS FISIOLÓGICAS
As mais comuns são a existência de ambientes ruidosos, quentes ou desagradáveis, mudanças frequentes de horário ou de turnos de trabalho, viagens intercontinentais (jet lag) e o consumo de álcool, café ou tabaco.
CAUSAS ORGÂNICAS
Dor e mal-estar corporal. Nestes casos, a insónia geralmente é do tipo crónico.
CAUSAS PSICOLÓGICAS
As causas psicológicas mais frequentes são o stress da rotina diária e acontecimentos do tipo pessoal, afetivo e laboral.

Consequências da insónia

Não dormir, dormir pouco ou mal pode converter-se numa verdadeira tortura. Uma pessoa que sistematicamente demore muito a adormecer é vítima de um transtorno que se repercute negativamente sobre o seu corpo, as suas funções mentais e o seu rendimento durante o dia.

Principais consequências da falta de sono
  • Diminuição da capacidade de atenção
  • Deterioração da resposta motora
  • Atraso na capacidade da reação ante estímulos
  • Diminuição da capacidade na tomada de decisões
  • Agravamento do estado de memória
  • Possibilidade de desenvolvimento de alterações sensoriais como a redução do campo visual ou abrandamento da fala
  • Deterioração de determinadas funções cerebrais, como a flexibilidade e originalidade de pensamento ou perspicácia
  • Alterações do humor

Estas são algumas consequências mais comuns da insónia, que podem provocar a alteração de rendimento das tarefas laborais, assim como diminuir a qualidade de vida. Contudo, são no geral reversíveis assim que se restabelece o sono de forma adequada.

Tratamentos para a insónia

O que fazer com sintomas de insónia?

Consulte o seu Médico ou o seu Farmacêutico. Este pode fazer uma primeira avaliação do problema, aconselhar medidas de higiene de sono e, se considerar necessário, recomendar a utilização de um medicamento sujeito ou não a receita médica.

A insónia de curta duração (menor que três semanas) pode tratar-se realizando alterações simples nas suas rotinas ou hábitos alimentares juntamente com a toma de algum medicamento que não precise de receita médica.

É importante ler o folheto informativo antes de utilizar qualquer medicamento e tomá-lo seguindo as indicações do seu Médico ou Farmacêutico para conseguir os melhores resultados.

Para combater a insónia Mude a sua rotina
  • Regularizar o sono: procure deitar-se e levantar-se todos os dias à mesma hora.
  • Evite estimulantes: a cafeína, o álcool ou a nicotina antes de dormir, podem agravar a insónia ou produzir um sono não reparador.
  • Evite comidas pesadas antes de se deitar.
  • Evitar atividades stressantes nas horas prévias ao deitar.
  • Realizar exercício físico ao longo do dia. Contudo, é importante moderar a intensidade do exercício ao final da tarde. Além disso, é recomendável fazer uma atividade relaxante antes de ir dormir.
  • Dormir apenas o necessário para se sentir descansado e fresco no dia seguinte.
  • Evite estar na cama mais de 8 horas e não permanecer na cama para trabalhar, comer ou ver televisão.
  • Deve levantar-se da cama se não consegue conciliar o sono. Não deve consultar o relógio durante a noite.
  • Não faça longas sestas durante o dia. A sesta não deverá durar mais de 20 minutos.
  • Manter condições adequadas para dormir: um ambiente tranquilo, relaxado, sem ruído, nem luz, com ventilação e com a temperatura adequada.
  • Deve deitar-se quando tem a sensação de sonolência.
  • Caso seja necessário, deve acompanhar pontualmente as medidas de higiene do sono com a ingestão de um indutor de sono sob a recomendação de um Médico ou de um Farmacêutico.